Você provavelmente já tomou o café do João Naim sem saber o nome dele. Ele está em todo espresso que sai daqui, em cada cappuccino, no café do dia que enche a xícara de quem chega cedo. Numa cafeteria de café especial, o grão mais importante não é o raro, que aparece de vez em quando — é o que sustenta o balcão todos os dias. E o nosso tem endereço certo: o Sítio Santa Rosa, em Andradas-MG.

Esse é o lado do café especial que quase ninguém vê: o produtor por trás da bebida de todo dia.

De Andradas, no alto do Sul de Minas

O João Naim é produtor de café especial no Sítio Santa Rosa, em Andradas, na ponta sul de Minas, onde o estado encosta em São Paulo e a altitude passa dos 1.300 metros. É terra alta e de noites frias — o tipo de clima que faz o fruto amadurecer devagar e guardar mais açúcar no grão.

A parceria do Âncora com ele já passou de um ano. Começou como quase tudo que fica na casa: o café chegou bem, a relação foi boa, a qualidade se manteve e ele acabou ficando por mais tempo do que nós esperávamos. Café é produto de safra, muda de ano pra ano, mas o que a gente torce é pra que cada colheita chegue até a gente. E, enquanto está aqui, a gente sabe exatamente de qual sítio veio o café que a gente serve — e faz questão de contar a história.

Catuaí Amarelo, natural, 85 pontos

O lote do João é um Catuaí Amarelo de processo natural: o grão seca dentro da própria fruta, sem lavagem, absorvendo a doçura da polpa enquanto desidrata ao sol. É esse caminho mais lento que constrói o corpo aveludado e a doçura de rapadura que marcam o café dele. O que está no rótulo:

Na xícara, isso se traduz num café doce e redondo, de acidez baixa, que abre em chocolate e caramelo e fecha com um fundo de açúcar mascavo. É um café de conversa fácil — agrada quem está chegando agora no café especial e, justamente por ser tão equilibrado, é uma base confiável pra trabalhar dia após dia. Os 85 pontos o colocam na faixa de café especial, a mesma classificação que a gente destrinchou neste post.

O mesmo grão, dois jeitos de servir

No balcão, o café do João trabalha dobrado. No espresso, ele entra concentrado: a Rocket Milano espreme doçura e corpo numa dose curta, de crema cor de avelã, que vira a base do cappuccino, do latte e de quase tudo que leva leite. Como é doce e de acidez leve, segura o leite vaporizado sem desaparecer — exatamente o que se espera do espresso de uma casa.

No café do dia, o mesmo grão aparece do avesso: passado na MoccaMaster, vira um filtrado mais solto e generoso, desses de encher a xícara e seguir a manhã. Concentrado de um lado, leve do outro — duas leituras do mesmo Catuaí. (Para os coados sob pedido, a estrela é outra: o micro lote anaeróbico do Tiago Chagas. Cada café no método em que rende melhor.)

Na house

Por onde começar

Sem pedido fixo ainda? Comece pelo cappuccino — é onde a doçura do Catuaí do João aparece melhor, com o leite por cima. Quer o grão puro, sem leite? Um espresso curto entrega ele inteiro. E pra quem chega com pressa de manhã, o café do dia resolve, fresquíssimo, direto da MoccaMaster.

Pergunta pro Lucio ou pro João Pedro o que está na máquina — eles tocam o balcão e contam a origem de quem topa ouvir.

Pacote de 250g do café do João Naim, Sítio Santa Rosa, Andradas-MG, na Loja do Âncora
Na Loja

Leva o café do João pra casa

O Catuaí Amarelo do João Naim sai em pacote de 250g, em grão ou moído na moagem que você usa. Está na nossa Loja.

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Bora?

Vem provar.

O Âncora abre de segunda a sábado, das 9h às 20h. O café do João Naim está no espresso e no café do dia o dia inteiro. R. Rio Grande do Sul, 1102, Centro.

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